02/02/2009
Aborto patrocinado
No dia 10 de dezembro, foi criada a CPI do Aborto, no Congresso Nacional.
Mas a quem interessa o aborto? Quem financia? E quem se beneficia com a
legalização? Os interesses em jogo são especialmente por razões econômicas,
políticas, demográficas e eugênicas.
O anti-natalismo faz parte de uma estratégia de controle social, que há
décadas pretende impor a prática do aborto nos países da América Latina,
tornando-o um direito humano. O direito humano da mulher, de matar um ser
humano inocente e indefeso dentro de seu próprio ventre.
Os organismos que estão trabalhando internacionalmente pela aprovação do
aborto são as fundações, que planejam e financiam as ações; e as
organizações não governamentais, que as executam e promovem com patrocínios
exorbitantes.
Como exemplo é possível citar as Fundações Ford, Rockefeller, MacArthur e a
International Planned Parenthood Federation (IPPF), que têm filiais em quase
150 países; e também as Católicas pelo Direito de Decidir (que na verdade
não são católicas). Além da Sociedade de Bem-Estar Familiar no Brasil
(Benfam), a International Pregnancy Advisory Services (IPAS) e muitas
outras.
As fundações internacionais traçam as estratégias e financiam os trabalhos
que serão realizados pelas organizações locais. Podemos analisar a Ong
Católicas pelo Direito de Decidir. Essa organização é uma das mais ferrenhas
defensoras da legalização do aborto.
Parte do orçamento desta ONG é para promover a difusão e a legalização do
aborto, e o patrocínio não provém de brasileiros, e sim de doações de
instituições estrangeiras.
No entanto, para a grande maioria da população, estas organizações nem
aparecem, apesar de serem centenas no Brasil, milhares no estrangeiro.
Cabe à CPI do Aborto, no Brasil, investigar a origem desses recursos que
ingressam no Brasil, e os interesses que movem tais financiamentos.
Uma CPI, portanto, de altíssimo interesse público.
HERMES RODRIGUES NERY
*Secretário do Movimento Brasil Sem Aborto